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Moeda norte-americana recuou 1,25%, acompanhando a trajetória no exterior e com o mercado atento ao cenário eleitoral.

O dólar fechou em queda nesta segunda-feira (15), acompanhando a trajetória da moeda norte-americana no exterior e com o mercado atento à movimentação no cenário eleitoral.

A moeda norte-americana caiu 1,25%, vendida a R$ 3,7312. Na mínima, o dólar chegou a R$ 3,7134, e na máxima, a R$ 3,7647. Veja mais cotações.

O dólar turismo era negociado a R$ 3,8895, sem considerar a cobrança de IOF (tributo).

O mercado aguardava os números de pesquisa Ibope, esperados para esta noite. A preferência do mercado financeiro é por um candidato reformista, que imponha uma agenda de reformas, corte de gastos e ajuste fiscal.

No exterior, o dólar caiu em meio a tensões geopolítica e ainda com dados de vendas no varejo nos Estados Unidos mais fracos do que o esperado em setembro.

A moeda norte-americana também perdeu valor ante mercados emergentes, com destaque para a lira turca, que subiu pelo segundo dia após a após a libertação e o retorno do pastor norte-americano detido Andrew Brunson, o que elevava a esperança de alívio nas relações entre Estados Unidos e Ancara.

O Banco Central ofertou e vendeu integralmente nesta sessão 7,7 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares. Desta forma, rolou US$ 3,85 bilhões do total de US$ 8,027 bilhões que vence em novembro. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

Última sessão

Na quinta-feira (11), última sessão antes do feriado, o dólar fechou em alta, depois de oscilar pela manhã, com a piora do cenário externo, mas o atual cenário político impediu uma maior desvalorização da moeda brasileira. A moeda norte-americana subiu 0,45%, vendida a R$ 3,7786.

Na semana pasada, o dólar acumulou queda de 1,97%. No mês de outubro, recua 6,42%. Já no acumulado do ano, tem valorização de 14,04%.

Ajustes nas perspectivas

Desde agosto, a moeda norte-americana vinha se mantendo acima de R$ 4, em meio a incertezas sobre o cenário eleitoral e também ao cenário externo mais turbulento, o que fez aumentar a procura por proteção em dólar.

A expectativa de que a cautela iria predominar nos mercados foi substituída por ajuste de posições nos últimos pregões, em meio ao resultado das últimas pesquisas eleitorais antes do 1º turno.

O mercado prefere candidatos com viés mais reformista e entende que aqueles com viés mais à esquerda não se enquadram nesse perfil. E, diante do resultado do 1º turno, o mercado entende que o país poderá ser governado por alguém com o perfil adequado à sua preferência.

A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 recuou de R$ 3,89 para R$ 3,81 por dólar, segundo previsão de analistas de instituições financeiras divulgada por meio de boletim de mercado pelo Banco Central nesta semana. Para o fechamento de 2019, caiu de R$ 3,83 para R$ 3,80 por dólar.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2018/10/15/cotacao-do-dolar-15102018.ghtml